São Judas Tadeu, o santo dos desesperados…

Outubro está acabando, o tempo passa e a Lusitana roda, e é impossível nada dizer sobre quatro belos santos deste mês. Vejam na foto: eles se reuniram, fizeram um pequeno colóquio sobre algumas questões religiosas. Continuam firmes e amigos. Ao final do encontro divulgaram nota na qual afirmam, com todas as abençoadas letras: “Andar com fé nós vamos, pois a fé não costuma falhar!”.

Pela ordem de entrada em cena em outubro homenageamos São Francisco de Assis (dia 4), a bela Nossa Senhora Aparecida, a padroeira negra deste Brasil abençoado (12). Em seguida, dia 15, foi o dia de Santa Teresa d’Ávila, santa espanhola, que precisa ser mais bem conhecida, pois sua vida é de uma beleza impressionante. No dia 4 de outubro último, inclusive, celebraram-se os 430 anos de sua morte: 4 de outubro de 1582, na cidade de Alba de Tormes. E o queridíssimo São Judas Tadeu, aquele que no dia 28, domingo próximo, arrastará multidões ao seu santuário, aqui em São Paulo. Evidentemente depois da votação, quando os paulistanos irão às urnas escolher o NOVO prefeito de São Paulo, o NOVO prefeito para um TEMPO NOVO que todos queremos.

São Judas manda dizer que o voto é mais secreto do que eleição de Papa… 

Sobre as imagens da foto: as quatro foram feitas por Cleia Mansur, artesã de Juiz de Fora; ela recolhe garrafas de cerveja long neck nos bares das redondezas de sua casa. O corpo de cada imagem é, portanto, uma garrafa vazia que, abençoadamente, nela se transformou.

O divino Francisco

O divino Francisco, que se chamava Francisco Bernardone (nasceu na Úmbria, região da Itália, no dia 5 de julho de 1182), era filho de comerciantes ricos. O historiador Jacques Le Goff, em seu livro “São Francisco de Assis”, publicado pela Editora Record em 2001, não hesita em demonstrar sua admiração pelo biografado: “…Francisco desempenhou papel decisivo no impulso de novas ordens mendicantes, difundindo um apostolado voltado para a nova sociedade cristã, e enriqueceu a espiritualidade com uma dimensão ecológica que fez dele o criador de um sentimento medieval da natureza expresso na religião, na literatura e na arte”.

Fala, Francisco…!

“O que temer? Nada. A quem temer? Ninguém. Por quê? Porque aqueles que se unem a Deus obtêm três grandes privilégios: onipotência sem poder, embriaguez sem vinho e vida sem morte”.

 “A cortesia é irmã da caridade, que apaga o ódio e fomenta o amor”.

 A terceira manifestação do pobre de Assis resume a grande mudança que sempre defendeu:

 “Senhor, faça de mim um instrumento de Sua paz”.

 Pois não há paz sem justiça, não há paz sem voz, não há paz sem democracia e liberdade, sem moradia e trabalho, sem dignidade e esperança. Especialmente os pobres não têm paz, aqueles que Francisco mais amava.

 Em tempo!

Recebemos aqui um e-mail da jornalista, escritora, querida amiga e irmã Marisa Marega, apaixonada por Santa Teresa d’Ávila. Abrindo aspas para a Marisa:

“Santa Teresa é revolucionária e atemporal, exemplo de como é possível unir ação e contemplação. Na juventude, afirmou ter descoberto a verdade, que se resume em dois princípios fundamentais: de um lado, ‘o fato que tudo aquilo que pertence ao mundo daqui, passa’; do outro, que somente Deus é para sempre, sempre, sempre.

A partir desses pressupostos aprofunda sua ligação com Deus por meio da oração. Posteriormente, já na maturidade, dá concretude às asas e começa a desenvolver o ideal de reforma da ordem carmelitana.

Ela lutou contra o poder dentro da Igreja e escalou muros erguidos pelos perseguidores. Sem esmorecer, seguiu na fundação de seus 17 carmelos reformados.

De seu encontro com São João da Cruz, em 1568, lançou as fundações em Duruelo, vizinho a Ávila, do primeiro convento dos carmelitanos descalços. Em 1580, obtém de Roma a fundação da Província autônoma para os seus carmelos reformados, ponto de origem da ordem religiosa das carmelitas descalças.

Como escritora, em época na qual que as mulheres não tinham voz, deixou inúmeros textos. Um deles sintetiza sua obra: ‘Nada te perturbe, nada de amedronte, tudo passa. Deus não muda, a paciência alcança tudo. A quem tem Deus nada falta, só Deus basta’.

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